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Elisa Brietzke MD, MsC, PhD.@e_brietzke · Jan 19, 2026

Ola xuiteiros, gostaria de avisar a todos que psiquiatras são treinados para diferenciar psicose de simulação. Isso…

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Summary

A thread explica 10 critérios que psiquiatras usam para diferenciar psicose genuína de simulação, incluindo declínio funcional, consistência dos sintomas, ganhos secundários, e padrões de apresentação. Sintomas reais causam prejuízo integral à vida, enquanto simulação apresenta inconsistências, dramaticidade exagerada e falha sob escrutínio detalhado.

Summarized by ThreadOut AI from the full thread. May miss nuance — read the thread below.

  1. #1

    Ola xuiteiros, gostaria de avisar a todos que psiquiatras são treinados para diferenciar psicose de simulação. Isso vale para vozes da tornozeleira e para amnésia seletiva pós importunação sexual. Como fazemos isso? Explico aqui no fio 🧵:

    poponze@poponze · Jan 19, 2026

    Família diz que Pedro chegou em casa e não reconheceu os familiares: “Esta delirando. Nem sabe que estava no BBB. Iremos interna-lo para sua recuperação. Pegamos ele no aeroporto, mas ele não reconheceu nem o pai e irmão. Acha que está na França, que a filha já nasceu”. #BBB26

  2. #2

    1) Psicose vem com declínio do funcionamento, ou seja, os sintomas causam dificuldades em manter atividades básicas como comer, trocar de roupa, pegar um avião e descer no seu aeroporto, arrumar uma cama, pagar boleto. Sintoma grave que não causa prejuízo sugere simulação.

  3. #3

    2) Fatores externos óbvios ou ganhos secundários favorecem a hipótese de simulação. Entre esses fatores estão fugir de uma acusação, de consequências legais ou obter ganho financeiro ou vantagens como aposentadoria ou seguros.

  4. #4

    3) Na psicose os sintomas são experiênciados, na simulação são “performados”, ou seja, na psicose estão profundamente integrados na vida da pessoa (ex: a pessoa não come e não bebe por medo de ser envenenada a ponto de por sua vida em risco).

  5. #5

    4) Na simulação os sintomas são inconsistentes, desarticulados entre si e com gravidade, frequência e duração que não se correlacionam e que não seguem as trajetórias esperadas.

  6. #6

    5) Da mesma forma, sintomas excessivamente dramáticos, exagerados e teatrais, juntamente com tentativas de induzir o interlocutor a interpretá-las da maneira que a pessoa quer indicam simulação. (A lição aqui é que, a menos que vc seja um excelente ator, não finja, pq vai dar pra detectar que não é verdadeiro).

  7. #7

    6) Alucinações “atípicas”: na psicose, a maioria das alucinações são simples (chamar o nome, barulho de passos) e não coisas como “Eu ouvi a voz da minha avó morta que me mandou comprar uma dúzia de ovos e fazer um bolo de chocolate.”

  8. #8

    7) Na psicose os sintomas iniciam gradualmente e aumentam em gravidade e frequência. Mesmo no início rápido, isso leva dias ou semanas. Estar normal e 5 minutos depois completamente fora do ar, sugere simulação.

  9. #9

    8) Na simulação, os sintomas fake não resistem ao escrutínio. “Você está na França? Em que cidade? Fazendo o que? Quando veio para cá? E o ticket do seu avião? Por que não estamos falando francês?” E por aí vai.

  10. #10

    9) Quando o paciente tem delírios ou crenças falsas (ex “estou sendo envenenado) geralmente está retraído e evita ao máximo falar sobre suas desconfianças. Na simulação, a pessoa parece ansiosa e querendo falar sobre seus “delírios”.

  11. #11

    10) Na psicose há desorganização da fala e do comportamento, o que geralmente não é visto na simulação pq a pessoa precisa se organizar para tentar de convencer do fingimento.

  12. #12

    Enfim, esse é um assunto que considero dos mais fascinantes na psiquiatria porque é onde o conhecimento derrota a falcatrua. E vcs? O que acham?